Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Resumo da matéria - Recursos hídricos e marítimos - 10º Ano

por Mäyjo, em 28.05.09

Aqui está mais um resumo da matéria que encontrei aqui.

 

 

Geografia
 
As disponibilidades hídricas: A rede hidrográfica portuguesa
 
Rede Hidrográfica: Conjunto formado por um rio principal e por todos os cursos de água que para ele afluem.
 
Bacia Hidrográfica: É a área constituída por terras cujas águas escorrem para um rio e seus afluentes.
 
Disponibilidade Hídrica: Consiste no conjunto de recursos hídricos existentes num dado lugar.
 
Apesar de ser um país pequeno e de conter um clima predominantemente mediterrânico que faz com que haja uma grande irregularidade na precipitação, Portugal possui uma rede hidrográfica bem desenvolvida e com uma grande disponibilidade hídrica.
 
Em relação à distribuição da precipitação, existe um maior desenvolvimento na região norte e noroeste de Portugal continental.
 
Rede Hidrográfica de Portugal
 
As disponibilidades hídricas variam essencialmente devido às quantidades de precipitação, pelo que, em termos gerais, podemos dizer que existe uma diminuição no sentido norte-sul, com a passagem de rios com regimes regulares de tipo oceânico (Minho ou Douro) para rios de regime irregular ou torrencial (Guadiana), que, no período seco estival quase chegam a desaparecer, tal é a diminuição do caudal
 
Período seco estival: Período que regista uma diminuição do caudal como consequência da ausência de precipitação e do aumento da evaporação (devido ao aumento da temperatura). Em muitos casos, pode chegar mesmo a desaparecer.
 
Bacias hidrográficas (maiores):
1-Tejo
2-Douro
3-Guadiana

 


Os factores que interferem na variação dos caudais

 

A natureza da rocha ou permeabilidade da mesma
Provoca uma maior ou menor capacidade de infiltração das águas, interferindo por conseguinte, com os caudais dos cursos de água.
A vegetação
Evita uma escorrência mais forte, diminuindo assim, a probabilidade de cheias.
A acção do Homem
Obstrui linhas de água (construções desordenadas), impermeabiliza o solo (processo urbanizações) e destrói a cobertura vegetal (actividades do Homem).

 
Os tipos de vale de um curso de água
 
A interferência do relevo na variação dos caudais reside na diferença dos declives. Assim, o curso de água passa por três fases bem distintas:
 
Fase Jovem
Curso superior, o rio executa uma acção de desgaste, vale em garganta, declive acentuado.
Fase Adulta
Curso médio, o rio executa uma acção de transporte, vale mais aberto, declive diminui.
Fase Idosa
Curso inferior, o rio executa uma acção de acumulação, vale muito largo, declive quase nulo.
 
As necessidades de armazenamento das águas superficiais
 
As lagoas podem ter origens diversificadas, nomeadamente:
-glaciar (Serra da Estrela)
-fluvial (Óbidos)
-vulcânica (São Miguel)
 
Causas para a construção de albufeiras:
-produção de energia hidroeléctrica
-abastecimento de água para uso doméstico
-abastecimento de água para a actividade agrícola
-reservas hídricas
-regularização dos caudais
-aproveitamento para fins turísticos
 
Águas Subterrâneas
 
São bastante importantes pois têm mais qualidade do que a água dos rios e lagos.
 
Como se formam?
 
Têm origem na infiltração da água nas áreas de rochas porosas e de fissuras. Estas vão-ase acumulando em profundidade, formando autênticos reservatórios, denominados aquíferos.
 
Portugal apesar de não ter conhecimentos aprofundados relativos a este recurso, possui já uma produtividade aquífera assinalável.
 
Em termos económicos, representa um sector em expansão, com produções actuais de águas de mesa, minerais e termais.
 
Distribuição das águas subterrâneas
 
É bastante desigual em Portugal, devido à natureza da rocha. Assim, é na região do centro litoral (maciço calcário) que se registam os maiores aquíferos subterrâneos do país, enquanto é no norte e em todo o interior (maciço antigo, rochas duras – granito e xisto) que as reservas se apresentam menos importantes.
 
A gestão dos recursos hídricos: as actividades humanas e a quantidade e qualidade da água.
 
Actualmente, existe uma crescente contaminação dos cursos de água devido à actividade industrial e agrícola e aos esgotos domésticos, que provocam uma grande quantidade de efluentes (emissão localizada de líquidos, geralmente esgotos).
 
Actividades que estão na base da produção de efluentes que contaminam a água:
-poluição das águas subterrâneas (devido à agricultura intensiva)
-indústria (responsável por muitos dos poluentes existentes na água)
-pecuária
-actividade mineira
-produção energética
-crescimento urbano
-esgotos domésticos
 
Ultimamente, para inverter esta situação têm sido criadas Estações de tratamento de esgotos industriais e domésticos, de forma a preservar um dos maiores recursos do nosso planeta.
 
Os riscos da gestão dos recursos hídricos
 
As ETAR
 
Água residual: água procedente de usos domésticos, comerciais ou industriais, pelo que se encontra poluída.
 
As estações de tratamento de águas residuais (ETAR) têm como objectivo diminuir a quantidade de matéria poluente da água.
 
A ETAR em Portugal tem actualmente uma boa cobertura. Pensa-se que 50% das águas residuais tratadas, a produzir pelas ETAR municipais portuguesas seria suficiente para cobrir pelo menos 10% das necessidades de água para a agricultura, sem recorrer ao armazenamento sazonal.
 
O consumo racional de água na actividade industrial apresenta duas vertentes de grande importância:
-Utilização de tecnologias modernas menos exigentes em água (tecnologias secas)
-Reciclagem das suas águas residuais, com a instalação de sistemas de tratamento e de reutilização.
 
Medidas para melhor gestão dos recursos hídricos

Agricultura
Técnicas modernas de transporte de água e de irrigação que evitam grandes perdas líquidas
Transporte de água
As condutas fechadas evitam a perda de água por evaporação
Rega
A irrigação controlada permite um aproveitamento racional da água
Águas residuais
Tratamento nas ETAR
Actividades domésticas
Campanhas que visem evitar consumos de água desnecessários

 
A gestão das águas e os acordos internacionais
As medidas de controlo da qualidade das águas
 
Pode ser de diversos tipos e estendem-se a várias áreas de intervenção. Assim podem ser:
 

Nível do ambiente
Implementação das ETAR
Nível do abastecimento de água à população
Alargamento dos sistemas intermunicipais
Nível do ordenamento do território
Implementação do POA (Plano de ordenamento das bacias hidrográficas que consiste na legislação que regulamenta o ordenamento e o uso do território que se inclui numa bacia hidrográfica)
Nível da legislação
Penalização de empresas que contaminam os recursos hídrico
Nível da educação ambiental
Formações de consciência cívica

 
 
 
 
 
 
 
Os Recursos Marítimos
 
Corrente marítima: Fluxo circular de água nas grandes bacias oceânicas do mundo, produzido pelos efeitos combinados dos ventos dominantes e da rotação da terra.
 
Factores responsáveis pela diversidade das correntes marítimas:
-temperatura
-salinidade
-ventos dominantes
 
 
 
Mecanismo das marés
 
As marés são igualmente um elemento muito importante dos oceanos. Elas resultam numa subida e numa descida das águas oceânicas, devido à atracção gravitacional combinada do sol e da lua. Assim:

Marés Vivas
Verificam-se quando a atracção do sol se associa à da Lua, dando lugar a marés fortes
Marés Mortas
Verificam-se quando a atracção do sol se opõe à da Lua, dando origem a marés mortas

 
É por acção sobretudo das ondas que os oceanos constituem importantes agentes modeladores da costa litoral, uma vez que por acção das mesmas vão transformando profundamente a paisagem costeira, a abrasão marinha*:
 
*Abrasão marinha: É o processo de desgaste da superfície terrestre provocado pelo embate de fragmentos de rocha transportados pelas ondas.
 
Processo Erosivo
 
1ª Fase
Como se aproxima uma onda, o ar comprime-se pelo que a rocha rebenta abrindo fendas
 
 
2ª Fase
Qualquer zona de arriba é instável, recuando paralelamente à linha de costa. Como há o processo de recuo das arribas, não devem ser feitas construções nas mesmas
 
 
3ª Fase
 
As potencialidades do litoral
 
Factores que explicam o factor atractivo das regiões litorais:
-carácter mais suave do clima (acção amenizadora do oceano)
-recursos económicos (actividade piscatória ou extracção do sal)
-trocas comerciais (contactos com outros povos)
-turismo litoral
-aquicultura
-exploração de energias alternativas
 
A costa
 
Tipos de costa:
Alta: É escarpada e rochosa, designando-se por arriba ou falésia
 
Características
-altitudes elevadas
-grande inclinação
-o mar exerce uma elevada acção erosiva
-Podem-se formar pequenas praias de seixos ou calhaus
 
Baixa: É arenosa e baixa, designando-se por praia
 
Características
-É o resultado de milhões de anos de erosão da costa alta
-Habitualmente existem dunas
-Pouca inclinação
-Praias com areia fina
 
Arribas:
Vivas: Quando a falésia é atingida pela água do mar
Mortas: Quando as águas do mar já não as conseguem alcançar, nem mesmo durante a maré alta
 
Restinga: Banco de areia estreito que se projecta para fora de uma curva de costa (concha S. Martinho)
 
A costa portuguesa
 
No caso da costa portuguesa, esta mostra-se diversa e em constante modificação, em resultado de vários factores como:
-Natureza da rocha
-Movimentos das águas oceânicas (ondas, correntes marítimas e marés)
-Acção dos rios
-Características dos fundos marinhos
-Acção do Homem (devido às suas actividades)
 
No entanto, o tipo de rocha e a sua resistência à abrasão marinha são os factores principais que determinam as características da rocha portuguesa. Assim:
-Quando a rocha é dura do tipo granito, xisto ou calcário, predomina a costa alta, rochosa e formada por arribas.
-Quando predominam rochas brandas do tipo areia ou argila, então a costa apresenta-se baixa e arenosa (com a existência de praias).
 
Tipos particulares de rocha em Portugal
-Concha de S. Martinho do Porto
-Tômbolo de Peniche – resulta da acumulação de sedimentos decorrente do choque de duas correntes marítimas de sentido contrário
-Ria de Aveiro – resulta da acumulação de sedimentos por parte do rio Vouga, associada a um cordão arenoso (restinga) resultante da acumulação de areias em consequência da deriva norte-sul
-Ria Formosa – resulta da acumulação de sedimentos resultantes da erosão no sector ocidental que são transportados pela corrente marítima e acumulados neste local devido à pouca profundidade formando-se pequenas barras, ilhas e cordões arenosos
 
A plataforma continental
 
É formada pelo prolongamento dos continentes por debaixo dos oceanos: a composição e o tipo de rochas são idênticos aos existentes nas áreas costeiras.
 
Assume-se como um local favorável à existência de recursos piscatórios dado conjugar vários factores como:
-maior agitação das águas (maior oxigenação)
-menor teor de salinidade
-pouca profundidade (maior luminosidade que favorece o desenvolvimento do plâncton)
-riqueza em nutrientes
 
Plataforma continental portuguesa
 
É relativamente estreita, variando entre os 30 e os cerca de 60 km, apresentando a sua maior extensão ao lado do Cabo da Roca, em Cascais.
 
Nos arquipélagos, devido à sua constituição vulcânica, a extensão da plataforma continental é quase desprezível.
 
A actividade piscatória: Principais áreas de pesca
 
Importância da pesca– actividade antiquíssima; actividade económica fundamental para a alimentação humana e emprego (na exploração e nas actividades a montante e a jusante como a construção/reparação de navios de pesca, fabrico de artes e apetrechos de pesca, transformação, transporte e comercialização do pescado, bem como na administração, fiscalização, ensino e investigação pesqueira).
 
Os oceanos onde se registam mais capturas são o Atlântico e o Pacifico.
 
Maiores frotas de pesca:
-Reino Unido
-Japão
-Rússia
-Espanha
 
Actualmente pelo facto de Portugal estar inserido na UE, e de estar sujeito às politicas desta, possui uma das frotas mais pequenas dos países membros. E também tem vindo a conhecer grandes dificuldades na obtenção de licenças para pescar nestes locais.
 
Os Tipos de Pesca

Local e costeira
Realizada junto à costa e com utilização de pequenas embarcações e técnicas tradicionais
Do alto
Realizada longe da costa por períodos de cerca de oito dias, utilizando já um conjunto de técnicas modernas e embarcações maiores
De longa distância
Praticada com barcos de grande tonelagem e providos de meios bastante sofisticados como radar, sonar (para a detecção dos bancos de pesca) e processos de conservação e de transformação do pescado em mar alto (navios-fábrica)

Técnicas Utilizadas
 
Arrasto
Técnica bastante eficiente mas gravemente predatória por capturar indivíduos jovens e pôr em causa a preservação das espécies
Cerco
Utilizado na captura de cardumes superficiais de peixe
Deriva
Praticada mais próxima da costa por embarcações mais pequenas e, por isso, com reduzidas capturas
 
A Frota Portuguesa
 
Embora Portugal tenha grande tradição na pesca, está a atravessar um período de crise devido:
-à frota estar envelhecida e vocacionada apenas para a pesca costeira (mesmo apresentando alguma modernização sofre os efeitos da grande concorrência internacional)
 
Medidas para inverter esta situação
-modernização da frota (navios tecnologicamente bem apetrechados que permitem aumentar a produtividade)
-apetrechamento (navios com maior volume quem permitem a actividade pesqueira em locais mais longiquos e com maiores stocks)
-formação profissional
-qualificação da mão-de-obra
 
As infra-estruturas portuárias portuguesas
 
Necessitam de melhoramento e modernização.
 
Factores que provocam esta situação:
-pequena dimensão da plataforma continental
-grande superfície de águas profundas
-antiguidade da frota pesqueira
-baixa qualificação da mão-de-obra
-fraca modernização
 
Factores que influenciam a origem da localização de muitos portos de mar:
-A configuração da linha de costa, aproveitando locais abrigados entre arribas ou em estuários, rias ou outras águas interiores
-A direcção dos ventos, procurando locais abrigados e pouco afectados pela nortada
-Correntes marítimas
 
Principais portos de pesca:
-Olhão
-Matosinhos
-Lisboa
-Peniche
 
As lotas e a rede de conservação e refrigeração do pescado também revelam profundas carências e contribuem para as dificuldades com que este sector se debate.
 
A qualificação da mão-de-obra portuguesa
 
Causas:
-Más condições de trabalho
-Um sistema de remunerações pouco aliciante
-Insegurança
-Quebra da tradição familiar
-Outras alternativas de emprego (construção civil ou sector da hotelaria)
 
O decréscimo do número de formados em pesca deve-se a:
-irregularidade da quantidade pescada
-fraco interesse pela população activa jovem
-condições menos aliciantes de trabalho
-gradual desadequação das propostas oferecidas pelas escolas de pesca
-recessão do mercado de emprego
-instabilidade económica do sector
 
Medidas para inverter esta tendência:
-Fomentar formações iniciais mais atractivas na aquicultura
-Promover acções de formação
-Certificar competências
-Experiência de profissionais do sector para a formação
-Reconversão de activos do sector
-Formação à distância
-Criação de unidade móveis de ensino, de modo a facilitar o acesso dos activos à formação
-Estabelecimento de protocolos com escolas do ensino básico
 
Os problemas que se colocam à actividade piscatória
-A diminuição das quotas de pesca (quantidade limite de pesca para uma determinada espécie imposta à frota de um país)
-A redução da frota portuguesa
-A redução do número de activos
-A diminuição das quantidades de capturas
-A diminuição do valor do pescado e o desequilíbrio da balança comercial
 
A gestão do espaço marítimo
 
Dos perigos que afectam os oceanos, destacam-se:
-Contaminação nuclear
-Marés negras
-Subida do nível médio das águas do mar

As consequências serão:
-agravamento da erosão das praias
-salinização
-possibilidade de submersão
-poluição do mar
 
Medidas para protecção do mar
 
Podem ser tomadas em três níveis:
-internacional
-nacional
-local
 
Nível Internacional
-Promoção de conferências internacionais
-Constituição de comissões mundiais
 
Nível Nacional
-Cariz sanitário (diminuição da poluição das águas)
-Politicas de ordenamento do território
-Actividade turística (praias com bandeira azul)
-Implementação de programas de educação ambiental
 
Nível Municipal
-Existência de planos de ordenamento municipal
 
A rentabilização do litoral e dos recursos marítimos
 
Zona Económica Exclusiva (ZEE): Faixa marítima, actualmente com largura média de 200 milhas, sobre a qual os países costeiros têm os direitos de exploração, conservação e administração dos recursos.
 
Potencialidades económicas oferecidas pelo litoral
-Actividade piscatória
-Extracção de sal
-Aquicultura
-Exploração de recursos do mar
-Sector energético (energia eólica e das marés)
-Sector do turismo
 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:30



Este blog disponibiliza informação com utilidade para quem se interessa por Geografia. Pode também ajudar alunos que por vezes andam por aí desesperados em vésperas de teste, e não só, sem saber o que fazer...

Mais sobre mim

foto do autor


Siga-nos no Facebook

Geografando no Facebook

Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Maio 2009

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.



Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D